domingo, 25 de setembro de 2011

Impermanência...



Tenho uma amiga que diante das circunstâncias mais difíceis costuma afirmar: “...E isto também passará!” Pura verdade. Tudo passa. Nada permanece inalterado. Nada permanece o tempo todo, do mesmo modo, no mesmo lugar. Inclusive aquilo que gostaríamos que não passasse nunca. Aprendi, embora tantas vezes esqueça e as circunstâncias me convidem a relembrar, que a ordem natural das coisas é a fluência, o movimento. O fechamento de um ciclo e a inauguração de outro.

A natureza, que tem dado claros sinais de contrariedade com o “pseudocontrole” dos homens, há séculos dá aulas gratuitas a respeito disso, com ou sem platéia. É só a gente olhar para as várias feições da lua. Para o movimento das ondas do mar. Para os diferentes tons do céu num período de 24 horas. Para a dança da floração das plantas. Para o caminho que a semente faz até se vestir de fruto. Intimamente, basta olharmos pra nós mesmos, usando o espelho de fora ou o espelho de dentro.

Durante a nossa jornada temos inúmeras oportunidades para olharmos nos olhos da morte. Com o tempo, começamos a perceber que, no fundo, ela não é outra coisa senão um jeito diferente que a vida arruma para se vestir. Mas, ai, como costuma ser difícil lidar com as mudanças da nossa própria vida. Como é difícil assumir a morte das coisas, mesmo as mais moribundas, sobreviventes apenas pelos tubos do apego. Como é difícil arrumar os armários do próprio coração. Ter coragem para se desfazer daquilo que já não nos serve e sabemos que não irá mais nos servir. Crenças, padrões, expectativas, auto-imagens.

Há fases em que somos tocados com tanta rispidez pelas experiências do nosso caminho, que, muitas vezes, sem sequer percebermos, trocamos de mal com o riso, com a felicidade, com o compromisso maior, aquele que temos com o nosso coração. De alguma maneira, geralmente sutil, rompemos com tudo. Com todos. Principalmente, com nós mesmos. Sentimo-nos muito tristes e tentamos paralisar o movimento da vida a partir do núcleo do nosso medo.

Fases em que não nos encantamos com mais nada. Esquecemos o gosto bom das alegrias mais simples. Vedamos nossos olhos à grandeza do milagre presente em todas as coisas. Agarramo-nos à nossa dor com tanto zelo que nem o ser mais luminoso e bem intencionado do universo parece ser capaz de nos dissuadir de soltá-la. Assustados, na tentativa de nos protegermos de mais dor, ignoramos que a dor maior é a própria estagnação. A tentativa de interrupção do fluxo. A negação em nos rendermos, outra vez, à dança da vida.Nessas fases doídas da caminhada, a gente esquece, sim, de que tudo passa. Esquece, sobretudo, que precisamos permitir que passe. E que não há muito o que fazer nesses momentos, senão entregar e confiar; Eta tarefa difícil. Deixar que as coisas morram e abram espaço para o novo. Aceitar o intervalo da travessia, em que as coisas não têm mais a forma antiga nem ainda a forma nova. O tempo da crisálida: Nem mais lagarta, nem vôo ainda. Respeitar a cadência natural das gestações. Lembrar que precisamos ser delicados e generosos com nós mesmos para atravessar a frente fria até o sol surgir de novo. Lembrar que tudo é impermanente. 

By Ana Jácomo

sábado, 24 de setembro de 2011



Se eu morrer antes de você, faça-me um favor. Chore o quanto quiser, mas não brigue com Deus por Ele haver me levado. Se não quiser chorar, não chore. Se não conseguir chorar, não se preocupe. Se tiver vontade de rir, ria. Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito, ouça e acrescente sua versão. Se me elogiarem demais, corrija o exagero. Se me criticarem demais, defenda-me. Se me quiserem fazer um santo, só porque morri, mostre que eu tinha um pouco de santo, mas estava longe de ser o santo que me pintam. Se me quiserem fazer um demônio, mostre que eu talvez tivesse um pouco de demônio, mas que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo. Se falarem mais de mim do que de Jesus Cristo, chame a atenção deles. Se sentir saudade e quiser falar comigo, fale com Jesus e eu ouvirei. Espero estar com Ele o suficiente para continuar sendo útil a você, lá onde estiver. E se tiver vontade de escrever alguma coisa sobre mim, diga apenas uma frase: ' Foi meu amigo, acreditou em mim e me quis mais perto de Deus !' Aí, então derrame uma lágrima. Eu não estarei presente para enxugá-la, mas não faz mal. Outros amigos farão isso no meu lugar. E, vendo-me bem substituído, irei cuidar de minha nova tarefa no céu. Mas, de vez em quando, dê uma espiadinha na direção de Deus. Você não me verá, mas eu ficaria muito feliz vendo você olhar para Ele. E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai, aí, sem nenhum véu a separar a gente, vamos viver, em Deus, a amizade que aqui nos preparou para Ele. Você acredita nessas coisas ? Sim??? Então ore para que nós dois vivamos como quem sabe que vai morrer um dia, e que morramos como quem soube viver direito. Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o seu começo. Eu não vou estranhar o céu . . . Sabe porque ? Porque... Ser seu amigo já é um pedaço dele !

sábado, 17 de setembro de 2011

Mulheres Gordinhas...



Não importa o quanto pesa. É fascinante tocar, abraçar e acariciar o corpo de uma mulher. Saber seu peso não nos proporciona nenhuma emoção. Não temos a menor idéia de qual seja seu manequim. Nossa avaliação é visual, isso quer dizer, se tem forma de guitarra… está bem. Não nos importa quanto medem em centímetros – é uma questão de proporções, não de medidas. As proporções ideais do corpo de uma mulher são: curvilíneas, cheinhas, femininas… Essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota numa fração de segundo. As magrinhas que desfilam nas passarelas, seguem a tendência desenhada por estilistas que, diga-se de passagem, são todos gays, odeiam as mulheres e com elas competem. Suas modas são retas e sem formas e agridem o corpo que eles odeiam porque não podem tê-los.
Não há beleza mais irresistível na mulher do que a feminilidade e a doçura. A elegância e o bom trato, são equivalentes a mil viagras. A maquiagem foi inventada para que as mulheres a usem. Usem! Para andar de cara lavada, basta a nossa. Os cabelos, quanto mais tratados, melhor. As saias foram inventadas para mostrar suas magníficas pernas… Porque razão as cobrem com calças longas? Para que as confundam conosco? Uma onda é uma onda, as cadeiras são cadeiras e pronto. Se a natureza lhes deu estas formas curvilíneas, foi por alguma razão e eu reitero: nós gostamos assim. Ocultar essas formas, é como ter o melhor sofá embalado no sótão. É essa a lei da natureza… que todo aquele que se casa com uma modelo magra, anoréxica, bulêmica e nervosa logo procura uma amante cheinha, simpática, tranqüila e cheia de saúde. Entendam de uma vez! Tratem de agradar a nós e não a vocês; porque nunca terão uma referência objetiva, do quanto são lindas, dita por uma mulher. Nenhuma mulher vai reconhecer jamais, diante de um homem, com sinceridade, que outra mulher é linda.
As jovens são lindas… mas as de 40 para cima, são verdadeiros pratos fortes. Por tantas delas somos capazes de atravessar o Atlântico a nado. O corpo muda… cresce. Não podem pensar, sem ficarem psicóticas que podem entrar no mesmo vestido que usavam aos 18. Entretanto uma mulher de 45, na qual entre na roupa que usou aos 18 anos, ou tem problemas de desenvolvimento ou está se auto-destruindo.
Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir sua vida com equilíbrio e sabem controlar sua natural tendência a culpas. Ou seja, aquela que quando tem que comer, come com vontade (a dieta virá em setembro, não antes; quando tem que fazer dieta, faz dieta com vontade (não se saboteia e não sofre); quando tem que ter intimidade com o parceiro, tem com vontade; quando tem que comprar algo que goste, compra; quando tem que economizar, economiza. Algumas linhas no rosto, algumas cicatrizes no ventre, algumas marcas de estrias não lhes tira a beleza. São feridas de guerra, testemunhas de que fizeram algo em suas vidas, não tiveram anos ‘em formol’nem em spa… viveram! O corpo da mulher é a prova de que Deus existe. É o sagrado recinto da gestação de todos os homens, onde foram alimentados, ninados e nós, sem querer, as enchemos de estrias, de cesárias e demais coisas que tiveram que acontecer para estarmos vivos.
Cuidem-no! Cuidem-se! Amem-se!
A beleza é tudo isto.
Por Paulo Coelho
*Retirado do Blog: Mulheres Plus Size - Karine
Boa Semana Meninas!!!!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O INACABADO QUE HÁ EM MIM...(sem culpas)!!!

Eu me experimento inacabado. Da obra, o rascunho. Do gesto, o que não termina.
Sou como o rio em processo de vir a ser. A confluência de outras águas e o encontro com filhos de outras nascentes o tornam outro. O rio é a mistura de pequenos encontros. Eu sou feito de águas, muitas águas. Também recebo afluentes e com eles me transformo.

O que sai de mim cada vez que amo? O que em mim acontece quando me deparo com a dor que não é minha, mas que pela força do olhar que me fita vem morar em mim? Eu me transformo em outros? Eu vivo para saber. O que do outro recebo leva tempo para ser decifrado. O que sei é que a vida me afeta com seu poder de vivência. Empurra-me para reações inusitadas, tão cheias de sentidos ocultos. Cultivo em mim o acúmulo de muitos mundos.

Por vezes o cansaço me faz querer parar. Sensação de que já vivi mais do que meu coração suporta. Os encontros são muitos; as pessoas também. As chegadas e partidas se misturam e confundem o coração. É nesta hora em que me pego alimentando sonhos de cotidianos estreitos, previsíveis.

Mas quando me enxergo na perspectiva de selar o passaporte e cancelar as saídas, eis que me aproximo de uma tristeza infértil.

Melhor mesmo é continuar na esperança de confluências futuras. Viver para sorver os novos rios que virão.

Eu sou inacabado. Preciso continuar.

Se a mim for concedido o direito de pausas repositoras, então já anuncio que eu continuo na vida. A trama de minha criatividade depende deste contraste, deste inacabado que há em mim. Um dia sou multidão; no outro sou solidão. Não quero ser multidão todo dia. Num dia experimento o frescor da amizade; no outro a febre que me faz querer ser só. 

Eu sou assim. Sem culpas.

Pe. Fábio de Melo

terça-feira, 13 de setembro de 2011

96,5% acreditam em Deus ou numa força superior...



Tenha fé em Deus! A expressão, muito comum no cotidiano dos soteropolitanos, dá bem a dimensão de nossa religiosidade. A pesquisa CORREIO/Futura sobre práticas religiosas apontou 96,5% de baianos convictos da existência de Deus, ou de uma força superior, considerando todas as 16 regiões e bairros pesquisados.

Os que defendem a adoração a Deus são 95%. Apenas 4,2% rejeitam essa adoração, e os que não responderam ou não sabem ficam em 0,8%. Entre os bairros, Cajazeiras e Brotas chegam a 100% de adesão à ideia de louvar a Deus ou a uma força superior; logo a seguir vêm os bairros de Pirajá (98,2%) e da Liberdade (98%); no outro extremo, na Barra, 15% rejeitam a adoração a Deus. Em Itapuã, as respostas ‘não’ à pergunta ‘Você acredita que Deus deve ser adorado?’ ficaram em 12,5%.



Maior número
O grau de importância de Deus na vida dos soteropolitanos destaca um percentual favorável às religiões: a soma de Muito Importante (49,1%), Fundamental (28,6%) e Importante (19,1%) totaliza 96,8%. Apenas 2,6% consideraram Pouco Importante; e Sem Importância, 0,4%. Somados a ‘não respondeu’, estes itens totalizam 3% de descrentes.

Entre as religiões com mais fiéis, destaca-se a católica, com 45,9%, seguida do agrupamento evangélico, com 23,2% para todas as religiões desse segmento, distribuído entre batistas, presbiterianos, adventistas, Assembleia de Deus, Deus é Amor, Universal do Reino de Deus e Internacional das Graças de Deus.

Classes sociais
A soma de católicos e evangélicos juntos chega a 79,1%, o que permite imaginar um clássico das religiões entre esses dois agrupamentos majoritários. Espiritismo, 5%; candomblé, 2,7%; e budismo, com simbólicos 0,3%, estão muito distantes das duas primeiras. 

Chama a atenção, no entanto, o alto índice de pessoas que se declaram sem religião, 16,3%, ainda que acreditem num Deus ou numa força superior.
Em relação à escolaridade, a maior concentração de católicos é no ensino fundamental, com 57,4%. Os evangélicos registram sua maioria no ensino médio, com 25,3%. É nessa faixa que se observa a menor diferença para os católicos, que têm 40,8%. 


Já as classes sociais A/B contam 50% de católicos contra 10,6% de evangélicos. Nas D/E, a vantagem dos católicos é 46,9% contra 24,2%. Na classe C, 43% dos entrevistados se declararam católicos e 25,4%, evangélicos.
Milagres
Os católicos ficam bem abaixo dos evangélicos quando o assunto é participar dos cultos. Enquanto 16,7% dos católicos frequentam, 48,2% dos evangélicos vão aos encontros. Mesmo os espíritas, que contam 5% do total de religiosos em Salvador, superam os católicos em participação, com 23,3% nos cultos.

Na Salvador de Irmã Dulce, reconhecida como beata pelo Vaticano em maio, o percentual de pessoas que acreditam em milagres chega a 80,5%. A maioria dos soteropolitanos, com 52,7%, crê no destino, ou seja, Deus tem tudo planejado para as nossas vidas. O grupo de quem prefere o livre-arbítrio, a capacidade de a pessoa tomar suas próprias decisões, corresponde a 40,9%.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O MEDO E A FELICIDADE!


Ás vezes tenho a sensação de que tudo posso, outras vezes, porém me sinto acuada, sem saber mesmo como sair de algumas situações que, evidentemente, eu mesma me coloco. Nesses momentos, sinto medo e ansiedade, um sentimento de impotência.

No entanto, acredito que essas mudanças de humor não são nocivas e sim efeitos de uma tomada de consciência que ocorre, para que possamos aprender e, consequentemente amadurecer.
É bem verdade que não é nem um pouco agradável passar por transformações que, embora saibamos ser necessárias, doem demais, porque nos deixam cara a cara com uma realidade que não gostamos de ver, todavia é imprescindível que isso aconteça. Pensem, não deve ser muito cômodo para lagarta estourar seu caçulo e se desvencilhar da casca, mas ela, assim o faz, e é presenteada com asas lindas, coloridas que vão lhe possibilitar voar longe, por paisagens belas e perfumadas.

Desse modo, é natural que tenhamos esses períodos de medo, de insegurança, quando percebemos que chegou o momento de quebrarmos o caçulo das nossas comodidades para sairmos à procura daquilo que realmente nos tornará pessoas mais plenas e livres.

Nesse sentido, é preciso refletir e não fazer de conta que nada está acontecendo, pois o sinal para a mudança está acionado e quanto antes aceitarmos e, principalmente nos conscientizarmos disso, melhor.

Reflitam, procurem a ajuda de um amigo sincero ou de um profissional, se for o caso, ou, simplesmente aquietem o coração e a mente. Parem num lugar sossegado, ouçam uma boa música, acendam um incenso (para aqueles que gostam) e escutem a sua voz interior, identifiquem o que realmente está lhe sufocando. Vocês ficarão admirados ao perceberem que o “problema” não está em ninguém e nem em nada fora de vocês, mesmo que a ponta do iceberg tenha sido deflagrada por “outros”, a raiz está em vocês que confiaram em algo ou em quem não deviam, que enxergaram luz onde havia sombra, ou que criaram expectativas fundadas na areia. A partir daí comprometam-se com a mudança, comprometam-se em ser quem vocês querem ser de verdade.

Aqui, é importante a lucidez para abrir o peito e enfrentar com coragem o que quer que seja. Compreendam-se e partam para a luta, não fiquem sofrendo, chorando baixinho, corram atrás do que vocês querem, mantenham o foco, pois, assim conquistarão até mais do que esperavam.

Lembrem-se que o medo existe para sinalizar o perigo e para que tomemos uma decisão: podemos correr para longe e deixar de viver uma grande história, podemos nos esconder e esperar a oportunidade passar, ou podemos enfrentar o medo e ARRISCARMOS NA ETERNA BUSCA PELA FELICIDADE. Você escolhe!!!!!
Post by Silvia Laura

Lição do Rato!!!

Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que poderia haver ali.

Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado. Correu ao curral da fazenda advertindo a todos:

- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa!

A galinha disse:

- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.

O rato foi até o porco e lhe disse:

- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira!

O porco disse:

- Desculpe-me Sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar. Fique tranqüilo que o senhor será lembrado nas minhas preces.

O rato dirigiu-se então à vaca. A vaca lhe disse:

- O que Sr. Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo?

- Acho que não!

Então o rato voltou para seu canto, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do fazendeiro.

Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. No escuro, ela não viu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher...

O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre. Para amenizar a sua febre, nada melhor que uma canja de galinha. Então o fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.

Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Então para alimentá-los o fazendeiro matou o porco. A mulher não melhorou e acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral. Então o fazendeiro sacrificou a vaca, para poder alimentar todo aquele povo.

Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que: quando existir uma ratoeira todos corremos risco.

"O problema de um é problema de todos - Quando convivemos em equipe."

A recompensa mais alta pelo nosso trabalho, não é o que ganhamos por ele, mas o que nos tornamos com ele.



domingo, 11 de setembro de 2011

A eterna luta entre o bom e o mau!!!




Uma noite, um velho Cherokee contou ao seu neto sobre uma batalha que acontece dentro das pessoas.
Ele disse:
- Meu filho, a batalha é entre dois lobos dentro de todos nós. Um é mau: é a raiva, a inveja, o ciúme, a tristeza, o desgosto, a cobiça, a arrogância, a pena de si mesmo, a culpa, o ressentimento, a inferioridade, as mentiras, o orgulho falso, a superioridade e o ego. O outro é bom: é a alegria, a paz, a esperança, a serenidade, a humildade, a bondade, a benevolência, a empatia, a generosidade, a verdade, a compaixão e a fé.

O neto pensou naquilo por alguns minutos e perguntou ao seu avô:
- Qual o lobo que vence? 
O velho Cherokee simplesmente respondeu:
- O que você alimenta. 

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Mulher que bebe moderadamente envelhece melhor, diz pesquisa!!!






Mulheres que tomam bebidas alcoólicas de maneira moderada todas as noites tendem a envelhecer com mais saúde, segundo uma pesquisa da Escola de Saúde Pública de Harvard.

O estudo, publicado na revista científica "PLoS Medicine", concluiu que aquelas que bebiam com moderação --meio litro de cerveja, uma taça de vinho ou uma dose de destilado por dia-- tinham chances bem maiores de chegar com saúde aos 70 anos do que as que bebiam demais ou mesmo as abstêmias.

A análise dos hábitos de 14 mil mulheres também concluiu que é melhor beber menores quantidades ao longo da semana do que concentrar o consumo de álcool nos fins de semana.
Em comparação com abstêmias, mulheres na faixa dos 50 anos que bebiam cerca de duas bebidas por dia tinham 28% mais chance de atingir o que os cientistas americanos chamaram de "envelhecimento saudável", que significa um bom nível geral de saúde, livre de problemas como câncer, diabetes e doenças cardíacas a partir dos 70 anos.

Os especialistas não sabem, no entanto, se é o álcool que gera o benefício ou se outras coisas que acontecem simultaneamente nas vidas dessas mulheres que as tornam mais saudáveis. Os pesquisadores dizem que tentaram controlar fatores como fumo, que poderiam afetar os resultados.

SEM EXAGEROS

Estudos anteriores já mostraram que o consumo moderado de álcool --não mais do que duas ou três unidades por dia-- está ligado a um menor risco de problemas cardíacos e outras doenças. Além disso, cientistas também mostraram que o álcool pode ter um impacto positivo no corpo, reduzindo a incidência de inflamações, colesterol alto e resistência à insulina.

As bebidas alcoólicas já foram relacionadas, no entanto, a doenças como o câncer de mama. "Quantidades moderadas de álcool podem oferecer alguma proteção contra doenças cardíacas, especialmente para mulheres que já passaram pela menopausa, mas é importante não exagerar", diz Natasha Stewart, da ONG British Heart Foundation.

"Beber demais não protege o coração e pode, inclusive, levar a danos nos músculos cardíacos, derrame e pressão alta. Para quem não bebe, certamente não é preciso começar agora."

terça-feira, 6 de setembro de 2011

EUDAIMONIA!!!!!




Discorrer a respeito da felicidade segundo uma perspectiva aristotélica demanda, antes de qualquer coisa, estabelecer o diferencial entre aquilo que o filósofo define como sendo felicidade e aquilo que modernamente consideramos a respeito disso. Sendo assim, é mister utilizar o “argumento às avessas” e primeiramente estabelecer o que a felicidade não é, a partir do viés aristotélico.

Na atualidade ocidental, “felicidade” parece ter assumido valor de gozo dos sentidos (hedoné), mera satisfação de necessidades biológicas que não distam muito da felicidade animal. Como o desejo não pode jamais ser morto, a felicidade pautada no gozo é relativa e desemboca fatalmente em seu oposto, a infelicidade. 

Para Aristóteles, a hedoné jamais poderia ser considerada a forma perfeita de bem-estar. O gozo dos sentidos, de fato, para o entendimento de uma maioria ocidental moderna, parece ser elemento constituinte da eudaimonia (que ora traduzimos como “felicidade”). 


De fato, a idéia não é de todo absurda, mas esbarra no problema da multiplicidade: as coisas agradáveis e que trazem “felicidade” numa perspectiva moderna variam de pessoa para pessoa e, além disso, dependem de fatores exteriores. Uma vez retirado o elemento exterior que permite o gozo, a felicidade se esvai. E este prazer tão fugaz, que depende de elementos fora de nós, jamais poderia ser a eudaimonia defendida por Aristóteles em sua obra.


eudaimonia está além do princípio do prazer. Traduzimo-la como sendo “felicidade”, mas é uma felicidade que se pauta numa qualidade imorredoura: a virtude. Impossível, portanto, falar sobre a felicidade aristotélica sem enveredar pelo conceito da virtude. A felicidade eudaimônica seria uma decorrência do exercício da virtude, ou seja, trata-se de algo que não depende de um elemento externo ou fugaz para me fazer feliz, pois vive em nós, é parte constituinte daquilo que somos e que nos tornamos com o exercício da construção humana. Não é “biologicamente garantido”, conforme nos tentam fazer crer os geneticistas, procurando genes da felicidade. Uma pessoa pode até ser bioquimicamente mais bem provida para o prazer, gozando de um bem estar sensorial superior e vivendo à base do gozo das próprias endorfinas mas, ainda assim, ela depende. Depende do externo para que sua bioquímica se ative. Depende do outro, objeto de seu gozo. E, viciada em gozar, perde sua felicidade tão logo este algo externo se esvaia pela própria natureza temporal e efêmera das coisas.

A partir desta perspectiva, podemos dizer que a felicidade aristotélica, eudaimônica, é uma disposição efetiva da alma, e não apenas afetiva. A disposição afetiva deriva do afeto (num sentido literal, “daquilo que nos afeta”), é reativa a algo, enquanto a disposição efetiva vem de dentro para fora. Brota da virtude e não está separada de sua práxis, ou seja, não é mero conceito, mas conceito posto em prática. Muito mais do que “virtude em potência”, para Aristóteles trata-se de virtude em ato.

Muitos autores apreciam definir a felicidade eudaimônica como sendo “a felicidade verdadeira”, em contraste à “falsa felicidade” que depende de fatores externos e se pauta no gozo sensóreo. Podemos contra-argumentar, dizendo que mesmo a felicidade efêmera, que se pauta no princípio do prazer, é verdadeira para quem a sente. E, mesmo que passageira, é eterna enquanto dura, parafraseando o poeta. Justamente por isso, não cremos que seria adequado definir a eudaimonia como felicidade “verdadeira”, pois não é falso de forma alguma dizer que um homem apaixonado, por exemplo, não está vivenciando a felicidade quando está ao lado de seu objeto de afeto. Ele de fato está, e seria prepotência intelectual chamá-lo de tolo. Sua felicidade, apesar de dependente, é inteiramente verdadeira, e isso nos diz o senso comum. Mas, sendo passageira, é fatal que desemboque num sofrimento posterior. Omnia mutantur, nihil interit: tudo muda, mas nada inteiramente. A paixão pelo outro torna-se ressentimento pelo eventual abandono, ou tristeza pela eventual morte, mas a busca pela felicidade persiste. Melhor seria, portanto, definir aeudaimonia como uma felicidade auto-orientada, em contraste à felicidade extra-orientada da hedoné. O exercício da virtude, segundo nos ensina Aristóteles, confere ao sujeito um gozo imorredouro, não-efêmero, que se basta por si.

Um exemplo que nos permite uma melhor fixação do que está sendo enunciado é a diferença entre paixão e amor. A paixão (pathos, mesmo termo que dá origem a “passivo” e de onde deriva a palavra “patológico”) demanda, para seu gozo, correspondência. Podemos ser eventualmente bem sucedidos em nossas paixões, e nos tornamos felizes. Tornamo-nos infelizes quando a paixão acaba, ou quando não é correspondida. A paixão exige correspondência. Já o amor por si só se basta, pois não depende de objeto, é virtude de quem sente. O ser apaixonado demanda vorazmente seu objeto, enquanto que o ser amante, exercendo sua virtude para além do princípio do prazer, sente-se feliz por simplesmente amar. O prazer do amor está na percepção da própria capacidade de amar, seja este amor correspondido ou não.

EUDAIMONIA: INATA OU CONQUISTADA?

Um ponto importante exige maiores reflexões: seria a eudaimonia algo a ser conquistado ou se trata de algo inato ao ser humano? Segundo Aristóteles, nenhum dos seres da scala naturale (os animais ou vegetais) seria capaz de atingir aeudaimonia, uma vez que a felicidade destes depende fundamentalmente da satisfação dos sentidos: a satisfação da fome, da sede, do sono, do desejo sexual, etc. Assim sendo, esta “felicidade maior” ou “felicidade não-dependente de objetos externos” seria própria apenas do homem, criatura da scala culturale (um ser culturalmente construído). Deste modo, podemos inferir que não é a eudaimoniauma característica biológica pois, se o fosse, poderia ser alcançada pelos animais. Seria, em verdade, muito cômodo pensar na eudaimonia como algo inato, genético. Algumas pessoas teriam este estado como algo garantido, enquanto outras estariam fadadas a uma restrição da felicidade maior. A felicidade maior, fruto da virtude, é algo que demanda a atividade humana, vem de dentro para fora. Sendo atividade, a eudaimonia é intrinsecamente humana. E pode ser vivenciada em qualquer momento da vida, contradizendo os que dizem que só é possível saber se um ser foi feliz na hora de sua morte. Se assim fosse, a felicidade seria restrita aos cadáveres.

A atividade virtuosa é, portanto, condição essencial da eudaimonia, desta felicidade maior. A condição humana é um constante fluir de prazeres, conquistas, infortúnios, dores e sofrimentos, e toda felicidade vivenciada a partir do gozo terreno está muito longe de ser eudaimônica.

Sendo uma disposição da alma que tem como meta a realização das virtudes, aeudaimonia não tem nenhuma identificação com a periodicidade, a fugacidade ou a efemeridade. Para aquele que exerce a virtude, quaisquer eventuais adversidades se revelam como meras contrariedades e pequenos obstáculos dentro do transcurso da existência. Aquele que exerce a virtude pode até sentir a dor, mas não se ressente (no sentido de ficar “sentindo indefinidamente” e preservando a dor), e tal ausência de afetação não decorre da insensibilidade, mas por magnanimidade e por nobreza – que, convenhamos, não é algo inato, mas conquistado por quem se dispõe a tanto.

UM CONCEITO “ORIGINAL” DE ARISTÓTELES?

Tais conceitos aristotélicos guardam grande proximidade com os conceitos budistas de felicidade, em mais de um sentido: Buda ensina que qualquer felicidade decorrente da satisfação exterior dará lugar, em algum momento, ao sofrimento e à perda. E, assim como Aristóteles, Buda proclama que a felicidade maior, além do mero gozo, só é alcançada a partir do exercício da virtude. E, do mesmo modo que Aristóteles, Buda afirma que a virtude está no “caminho do meio”. Aristóteles nos fala também desta “justa medida”, sendo para ele um conceito matemático. Ainda se valendo de conceitos matemáticos, vale salientar que, numa perspectiva aristotélica, a virtude não está apenas no meio, mas acima. Entre os extremos, a virtude se coloca no meio e acima, como a imagem de um triângulo: a virtude é o vértice. Justamente por ser “meio”, está numa altura mais elevada. Isso dito, vale apontar para uma (bastante) possível influência do pensamento oriental sobre os filósofos clássicos, como Heródoto, Eurípides e o próprio Aristóteles, a partir das aulas com seu mestre, Platão. Esta convergência de pensamentos parece causar estranheza a alguns filósofos ocidentais e é lastimável que não se busque, historicamente falando, os elos de ligação. Supor que o pensamento de Aristóteles é “original” é ingênuo, para não dizer pretensioso, uma vez que Buda disse as mesmas coisas, muito tempo antes.
   
ALCANÇANDO A EUDAIMONIA: A VIRTUDE EM 
ATO!

Compreender integralmente a eudaimonia exige necessariamente a compreensão do que significa, para Aristóteles, a virtude. Isto porque a virtude participa da idéia daeudaimonia, sendo condição fundamental para esta. Aristóteles divide a virtude em duas categorias: a ética (moral) e a dianoética (intelectual). “Dianoética” vem dedianóias, “conhecimento demonstrativo”. Enquanto a ética é a virtude do pensamento, a dianoética é a virtude da ação. As duas principais virtudes dianoéticas são a sabedoria (nous) e a prudência (phronésis). As outras são a arte, a ciência e o intelecto. A virtude ética principal é a justa medida.

É curioso observar que, nos estudos do sistema oracular do Tarot quatro imagens se destacam como “virtudes cardeais”: a prudência (Arcano IX, “O Eremita”), virtude maior por ser base de todas as outras; a justiça (Arcano VIII, que leva o mesmo nome da virtude); a fortaleza ou coragem (Arcano XI, chamado “A Força”) e a temperança ou moderação (Arcano XIV, “A Temperança”) que pode ser descrita como sendo a prudência aplicada aos prazeres.

Estes outros conceitos de virtude derivam da ética e da dianoética aristotélica: a maior virtude ética, o caminho do meio, a justa medida ou “justiça” (Arcano VIII do Tarot) permite a realização da dianoética, ou “conhecimento demonstrado”: a prudência (Arcano IX), a arte e a ciência (Arcano XIV, também chamado de “arte” por Aleister Crowley), a inteligência (que domina as paixões bestiais – domínio este traduzido pelo décimo-primeiro Arcano Maior do Tarot, que nos mostra uma mulher placidamente dominando um leão). Diz-se, segundo alguns estudiosos, que o Tarot brota como uma forma de ensinar a virtude às crianças.

Carl Jung, em seu “Misterivm Conivnctionis” (“O Mistério da União”), chama também a atenção da construção da estrutura zodiacal, a partir dos quatro signos cardeais (que dão início às estações) como sendo representantes das quatro virtudes (que também levam o nome de cardeais): Áries (primavera) seria a inteligência; Câncer (o verão) seria a temperança; Libra (outono), a justa medida; Capricórnio (o inverno) a prudência. É digno de nota que para Aristóteles a virtude ética fundamental, a justa medida, que permite que as virtudes dianoéticas se realizem em ato, seja associada tradicionalmente ao signo de Libra, cuja simbologia está voltada para a construção da polis, para o que permite a elaboração de um corpo social e, conseqüentemente, valida a vida em grupo. Conforme cita o próprio Aristóteles em sua Ethica Nicomachea, “(…)Com efeito, a proporção é igualdade de razões, envolvendo no mínimo quatro elementos”. Fogo, Terra, Ar e Água, elementos do devir, devem estar proporcionais para que a justa medida se realize. Para Aristóteles, os elementos possuem seus “lugares naturais” e, desta forma, a virtude estaria em agir conforme a necessidade do momento. Não haveria, portanto, uma ética a priori, e sim uma ética a posteriori. O que é ético se revela no momento: num momento em que o Fogo se torna excessivo, por exemplo, devo apelar para os outros elementos a fim de atingir uma justa medida, uma proporção.

Traduções variadas podem definir as virtudes dianoéticas das mais diferentes formas. Alguns traduzem “arte” como “temperança”, por exemplo. No final das contas, chama a atenção o fato de que, para todos os tradutores, a virtude ética por excelência leva sempre o mesmo nome: justa medida, simbolicamente associada à balança que representa o signo de Libra, início do outono do hemisfério norte e da primavera no hemisfério sul. Sem este conceito inicial da justa medida, nenhuma virtude dianoética poderia se realizar. Sendo Libra o signo que representa “o olhar do outro”, podemos inferir que, para Aristóteles, a virtude se exerce sobretudo a partir da convivência com o próximo, ou seja, só é virtude enquanto ato relacional, e não apenas um conceito intelectual bonito para se meditar. É algo para se exercer. E, a partir deste exercício, todo ser humano pode alcançar a eudaimonia, ou felicidade maior que brota de dentro para fora, longe de ser algo inato mas, como toda coisa humana, algo a se conquistar, a se construir continuamente. E que ao ser conquistado não pode ser tido como garantido, pois demanda exercício constante da virtude, não havendo um fim para a história ou, como canta a canção: 

"Você verá que é mesmo assim
Que a história não tem fim
Continua sempre que você responde sim à sua imaginação
A arte de sorrir, cada vez que o mundo diz não 
Como sou feliz, eu quero ver feliz quem andar comigo. Vem."